RTRS: o que é a iniciativa e como a certificação impacta o agro

A sustentabilidade no agronegócio deixou de ser diferencial. Hoje, é pré-requisito. Cadeias globais exigem cada vez mais transparência, rastreabilidade e garantias de origem responsável.

É nesse contexto que a atuação da Round Table on Responsible Soy Association (RTRS) ganha protagonismo.

A entrada da Vega como membro da RTRS reforça esse movimento e posiciona a empresa de forma ainda mais próxima das discussões que estão moldando o futuro da cadeia do agro.

O que é a RTRS

A RTRS é uma associação internacional sem fins lucrativos que reúne diferentes elos da cadeia da soja: de produtores a empresas globais, instituições financeiras e organizações da sociedade civil.

Mais do que representar o setor, a RTRS atua como uma plataforma de governança multistakeholder, responsável por definir e evoluir padrões que orientam uma produção mais responsável, equilibrando aspectos ambientais, sociais e econômicos.

Na prática, a organização traduz demandas crescentes do mercado em critérios objetivos, aplicáveis e auditáveis ao longo da cadeia. Hoje, a RTRS reúne mais de 200 membros distribuídos em mais de 30 países, conectando diferentes atores em torno de padrões comuns de produção responsável.

O que significa ser membro da RTRS

A RTRS reúne, em nível global, os principais atores envolvidos na produção, comercialização e financiamento da cadeia da soja, atuando na definição e evolução de padrões de produção responsável.

A entrada da Vega como membro representa um posicionamento estratégico dentro desse ecossistema. A empresa passa a integrar um ambiente de governança multistakeholder, participando das discussões que moldam critérios, práticas e exigências do mercado.

Esse movimento não se confunde com a certificação RTRS, que é aplicável a produtores rurais e empresas da cadeia produtiva mediante auditorias independentes. Como empresa de tecnologia, a Vega não é elegível para certificação.

Ainda assim, ao se tornar membro, a Vega reforça seu compromisso com os princípios que orientam a RTRS e amplia sua capacidade de apoiar clientes na adequação a padrões globais — conectando dados, rastreabilidade e conformidade às demandas crescentes por transparência no agro.

Como funciona a certificação RTRS

A certificação RTRS é baseada em princípios que estruturam toda a operação, desde o cumprimento da legislação até boas práticas agrícolas e responsabilidade socioambiental.

Ela se aplica a produtores rurais e empresas diretamente envolvidas na cadeia produtiva, que passam por auditorias independentes para comprovar conformidade com critérios rigorosos.

Outro elemento central é a cadeia de custódia, que garante rastreabilidade ao longo de toda a jornada do produto, permitindo comprovar a origem responsável da produção em diferentes etapas da cadeia.

Soja e milho: como funcionam as certificações

Embora a RTRS seja amplamente reconhecida pela certificação de soja responsável, a iniciativa também avançou para outras culturas, como o milho.

Nesse modelo, a certificação de milho é opcional e complementar, podendo ser obtida apenas em conjunto com a certificação de soja.

Isso reforça a soja como base estruturante do padrão RTRS, ao mesmo tempo em que amplia sua aplicação para sistemas produtivos integrados, refletindo a realidade das operações no campo.

Esse avanço também já se reflete em escala: em 2025, a produção de milho certificado RTRS alcançou cerca de 5,4 milhões de toneladas, evidenciando a crescente adoção do padrão em sistemas produtivos integrados.

Por que a RTRS é relevante para o mercado

A RTRS se consolidou como um importante diferencial competitivo, especialmente em mercados internacionais mais exigentes.

Esse movimento acompanha o crescimento da própria iniciativa: em 2025, a produção certificada de soja RTRS atingiu aproximadamente 10,3 milhões de toneladas, com crescimento expressivo em relação ao ano anterior. No Brasil, a área certificada já ultrapassa 2 milhões de hectares, evidenciando a consolidação do padrão no principal país produtor.

Entre os principais ganhos, destacam-se:

  • Acesso a mercados com critérios socioambientais mais rigorosos
  • Fortalecimento da reputação e da confiança comercial
  • Maior transparência e controle sobre a operação
  • Alinhamento com práticas ESG
  • Redução de riscos socioambientais

Mais do que um selo, a certificação representa uma forma estruturada de demonstrar compromisso com boas práticas, algo cada vez mais valorizado por compradores, investidores e reguladores.

Como a certificação chega ao dia a dia das operações

A certificação RTRS exige aplicação prática. Seus critérios precisam estar incorporados à rotina das empresas, influenciando diretamente a forma como operações são conduzidas.

Isso se traduz em atividades como:

  • Monitoramento contínuo de áreas produtivas
  • Avaliação socioambiental de fornecedores
  • Organização e validação de dados territoriais
  • Preparação estruturada para auditorias

Nesse contexto, a tecnologia assume um papel central.

A Vega atua conectando dados, território e conformidade, ajudando empresas a transformar exigências complexas em processos estruturados, rastreáveis e auditáveis — viabilizando a aplicação prática dos critérios da RTRS.

Conexões com agendas globais

A RTRS está inserida em um movimento mais amplo que conecta o agronegócio a compromissos globais de sustentabilidade.

Sua estrutura dialoga diretamente com iniciativas e exigências internacionais, como critérios ESG, acordos de desmatamento zero e regulamentações que demandam rastreabilidade e transparência.

Um exemplo é o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que reforça a necessidade de comprovação da origem dos produtos. Além disso, há alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.

Nesse cenário, a RTRS atua como uma ponte entre a produção no campo e as exigências globais, contribuindo para a construção de cadeias mais confiáveis e preparadas para o futuro.

Como os clientes da Vega se beneficiam

Para os clientes, o impacto é direto: mais capacidade de responder às exigências do mercado com segurança e eficiência.

Entre os principais benefícios estão:

  • Maior consistência na conformidade socioambiental
  • Visibilidade ampliada sobre a cadeia de fornecedores
  • Facilidade em processos de auditoria e certificação
  • Estrutura de dados preparada para ESG e compliance
  • Fortalecimento do posicionamento reputacional

Com isso, a tecnologia passa a atuar como um habilitador estratégico — conectando operação, dados e mercado.

Um agro mais transparente e preparado

A RTRS representa uma evolução na forma como o agronegócio se organiza: com mais transparência, mais controle e maior responsabilidade compartilhada.

Ao integrar tecnologia com padrões globais, a Vega contribui para cadeias mais eficientes, confiáveis e preparadas para o futuro.

Mais do que atender exigências, trata-se de antecipar tendências e estruturar operações para um mercado cada vez mais orientado por dados, rastreabilidade e confiança.

Fontes

  • Round Table on Responsible Soy Association — Relatórios e dados institucionais disponíveis em: https://responsiblesoy.org/
  • Relatórios públicos RTRS (2024–2025) sobre produção certificada, área e membros

Conheça como a Vega transforma dados em inteligência para o agronegócio.

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